Hoje de manhã eu estava me arrumando para ir a escola, eu cheguei na escola, conversei com alguns colegas que eu tinha conhecido e o professor disse que tinha um novo colega que foi transferido para o mesmo. Era o garoto, o mesmo garoto que tínhamos conversado no parque de diversões! Eu fiquei realmente surpreso, mas também fiquei muito feliz. Depois das aulas nós tentamos nos conhecer melhor, conversamos, ou pelo menos tentávamos nos entender. Logo depois brincamos um pouco e voltamos para casa juntos. Enquanto nós estávamos andando ele me perguntou:
- Lorena Biran.
-Você acha legal ter uma mãe? Ela não te maltrata?
-Nossa, o que deu em você tão de repente, Ryo?
- Nada! Pode esquecer, é tudo blefe, me desculpe realmente tomar seu temo desse jeito! -Disse ele como se estivesse fugindo do assunto.
-Bom, que tal comermos alguns sorvetes? -Eu falei logo que eu vi uma sorveteria.
-Desculpa, mas agora eu realmente não posso.
Yoshida Ryo foi correndo apressadamente para o lado da rua. Eu fiquei meio deslocado na situação, mas continuei a andar até chegar em casa.
No outro dia eu fui para a escola e encontrei Yoshida Ryo com um curativo no rosto. Eu perguntei o que era, mas ele me ignorou e olhou para o outro lado. Ele parecia estar me evitando. Depois das aulas eu tentei começar a conversar com ele, mas ele também estava tentando me evitar. Quando fomos embora também não me encarava. Passou-se alguns dias e nossa amizade foi se tornando um fio.
Segunda-feira, as 13:45. Estava na hora da saída, então para não perder nossa amizade que estava por um fio eu decidi puxar ele e fazer ele me encarar seriamente e então eu perguntei o porque dessa atitude dele. Ele hesitou, então depois olhou para um lado e para o outro e me puxou e fomos no matagal, debaixo e ele me contou bem baixinho:
-A... A minha mãe.... ela foi traída....
-Mas o que tem a ver com seu jeito?
-Ela me maltrata, ela me bate todos os dias por causa da traição do meu pai. Ela fala que essas pessoas não se devem confiar porque eles são maus. Até agora eu não sei onde meu pai tá, mas ela não quer me dizer e sempre quando eu pergunto pra ela ela começa a me bater... Ela manda eu ficar longe das pessoas porque elas são maus. -Disse ele começando a chorar.
- Eu também não sei onde está meu pai, ele foi levado, mas minha mãe está tentando mudar a vida e sempre quando eu pergunto do papai ela fica triste e não fala nada pra mim.
Eu não tinha nada que podia fazer. Eu fiquei preocupado e nem sei porque eu disse aquilo, mas me senti aliviado por ter falado.
Eu não sabia mais o que fazer então fomos a sorveteria, e logo depois fomos ao Game Center.
Depois que nos divertimos o bastante nós vimos um gato preto correndo pelas ruas, nos perseguimos ele, corremos pelas ruas e subimos nos telhado dos prédios e casas e até mesmo nos automóveis. Começou a escurecer e então vimos uma mansão bem em frente ao gato preto quando ele parou de correr. Uma mansão onde escondia a ponte debaixo do sol...