In Heart

segunda-feira

Inocencia infantil e a malicia depois da inocencia #1 - Eramos inocêntes

Hoje em Paris eu estava em casa no telefone com meu amigo, marcando para brincar com ele na escola. Eu levaria uma arma de jogar água no meu amigo até que escutei minha mãe me chamar:
-Adílio, venha cá, seu pai chegou.
Eu rapidamente me levantei e disse ao meu amigo: -Desculpe,me tenho de ir rápido, meu pai chegou de trabalho, até mais. -Desliguei ao telefone e fui rápido para a sala e me joguei aos braços de meu pai.
- Meu filho!! Como vai? -Disse ele me abraçando.
-Vou bem pai, e você? Pegou homens maus de novo? Como vai seu trabalho de policial? É legal prender homens que são maus? -eu perguntei.
-Meu filho, hoje eu peguei dois homens maus. E você? A escola foi legal? -disse ele com um sorriso bem grande na cara.
Foi muito legal, amanhã eu vou levar minha arma de jogar água para brincar com ele -Eu disse muito empolgado.
Depois de falar breve sobre detalhes, eu meu pai e minha mãe fomos jantar, logo despois eu tomei um banho e enquanto eu ía para o quarto meus pais estavam assistindo junto novela e eu vi aguma coisa parecida com uma arma de jogar água em cima da estante, eu cheeguei mais perto para conferir, era uma arma de verdade, uma arma de fogo.  Então eu muito interessado levei-a para o quarto e guardei na minha mochila para a escola sem avisar nada aos pais, pois não queria atrapalhar eles e pedir uma permissão.
De manhão eu acordei fui a escola, encontrei com meu amigo e mostrei a arma de fogo, ele também não sabia o que era e então quando chegou a hora do intervalo nós fomos brincar com a arma sem nem ao menos saber como funcionava. Fomos brincar de "polícia e ladrão", que quase sempre nós brincavamos dessa brincadeira. Ele tinha começado a correr, ele era o ladrão e eu a polícia. Enquanto ele corria na minha frente e eu com a arma de fogo atirei nele, mas não sabia que isso realmente machucava. Começou a sangrar e muita gente ficou ao redor olhando ele deitado, morto com muito sangue nas costas perfurando seu peito e eu em pé com uma arma de fogo na mão.
Depois do acontecido eu estava na sala da diretora, os pais do meu amigo estavam chorando e ele sendo levado na ambulância... a diretora me fez algumas perguntas e eu respondendo todas elas:
-Onde você conseguiu essa arma Adílio?
-Eu peguei em cima da estante da minha casa, eu achei ela.
-Quais eram seus planos para hoje?
-Eu iria brincar com meu amigo com a arma de jogar água, mas achamos mais interessante brincar com a mais legal! A mais preta.
Ela continuou perguntando coisas do tipo até meus pais chegarem na escola. Eles conversaram na sala da diretora da escola, até que todos foram embora. Sobraram apenas eu, meus pais e os pais do meu amigo. Eu estava do lado de fora, mas consegui escutar a conversa dos adultos.
-Mas foi o filho de vocês que mataram meu filho!! Foi porque você deixou ele ficar com a arma! - disse a mãe de meu amigo nos choros.
-Eu não percebi, não mexi em armas hoje, então eu não percebi que ele tinha pegado e eu tinha certeza que eu tinha guardado todas elas na minha bolsa! -Disse meu pai.
-Não, mas é por causa da sua irresponsabilidade que seu filho pegou as armas -Disse a mãe do meu amigo aos choros.
-Calma, amor. Temos que conversar melhor -Disse o pai de meu amigo.
-Gente, brigar não vai dar em nada. Vamos conversar melhor.
A diretora perguntou nossos nomes e minha mãe disse:
-Eu sou Lorena Biran, meu marido se chama Adan Biran.  
E o pai de meu amigo disse: -Sou Denis Alibert e ela é Stephanie Alibert.
-Caso não me engano o filho de vocês se chamam Adílio Biran não é? E o que morreu se chama Jean Alibert. -Disse a diretora escrevendo alguns documentos no papel.
Depois de um tempo alguns outros policiais chegaram e fomos a delegacia, a interrogação durou até a noite, claro, me perguntaram alguns detalhes também, e eu respondi tudo o que eu sabia. Eles levaram meu pai para a delegacia, a minha mãe começou a chorar e eu não estava entendendo muito da situação. Nós fomos para casa e no outro dia eu perguntei a minha mãe que já estava melhor onde me pai tinha ido.
-Ele não volta mais meu filho... -Disse minha mãe quase chorando. -Mas porque na hora que você pegou a arma não chamou a gente? -Perguntou ela limpando as poucas lágrimas que caíam sob seus olhos?
-É que eu não queria atrapalhar vocês, e achei legal ela, mas onde foi meu amigo? - Perguntei.
Minha mãe começou a chorar e respondeu aos choros:
-Seu amigo morreu. Ele não volta mais para cá meu bem...
No outro dia minha mãe disse que iriamos sair do país. Iremos ao Japão. Para ficar e nunca mais voltar! Eu perguntei o porque mas ela não me respondeu no ponto direito. Então fomos ao Japão depois de 2 meses. Fomos para Osaka. Lá trocamos de escola, fomos morar em uma casa, minha mãe começou a trabalhar como atendente e começou a fazer curso para aprender a língua. Ela contratou uma empregada para a casa e tomar conta de mim. Ela tentou uma nova vida, começou a passear mais comigo nos fins de semana e fez novas amigas nos lugares que ela frequentava também. Um diz ela decidiu ir ao parque de diversões, ao UNIVERSAL STUDIOS JAPAN. eu me diverti bastante, Embora não estivesse com meu pai e tentando esquecer as velhas memórias, fui a Roda gigante, montanha russa e vi os grandes eventos acontecerem lá. A noite estávamos vendo a passagem das grande companhias e enredos passando ao meio do parque de diversões. Lá estava eu passeando entre os meios e vi um garoto aparentemente com minha idade do próprio país. Eu tentei conversar com ele e tentar nos entender com ele. Nós tínhamos conversado a noite noite toda conversando, até que sua mãe veio buscar ele e nos apresentamos. Foi um dia realmente inesquecível.